A construção da igreja teve início em 1778, seis anos após a fundação da Irmandade de Nossa Senhora das Mercês (1772). O templo é um marco fundamental da identidade social da região, pois surgiu da iniciativa de homens mulatos que se desligaram da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos para constituírem sua própria irmandade, refletindo as dinâmicas de classe e cor no período colonial.
Documentos comprovam que José Soares foi o autor da planta arquitetônica desta igreja.
Capela-Mor: Com obras iniciadas pelo mestre José Manuel Freire em 1778, destaca-se pela riqueza do retábulo e da pintura de forro em estilo Rococó.
Iconografia: O forro apresenta um medalhão central com a imagem de Nossa Senhora das Mercês intercedendo por cativos ajoelhados, emoldurado por guirlandas e conchas sobre fundo branco.
Nave: A decoração interna, finalizada na década de 1830, possui uma configuração singular que remete a uma sala de teatro, com púlpitos integrados às tribunas como se fossem camarotes.
Presença na Paisagem Urbana
A edificação possui forte impacto visual no casario de Diamantina devido à sua imponente torre única central, arrematada por telhado de quatro águas e cruz simples, simbolizando a presença histórica e a autonomia da comunidade parda na cidade.



